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Publicado em: 30 de agosto de 2016

Vitamina D é aliada na prevenção e tratamento da esclerose múltipla

Com novidades no tratamento, os pacientes diagnosticados com esclerose múltipla ganharam mais qualidade de vida nos últimos anos. “Esta já foi vista como uma doença com grandes sequelas, mas hoje, com o tratamento disponível, o prognóstico mudou. As pessoas levam, na maioria das vezes, uma vida normal”, afirma o neurologista do Hospital Cárdio Pulmonar, Thiago Junqueira.

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, 30 de agosto, o especialista destaca, ainda, a importância de buscar atendimento desde os primeiros sintomas. A esclerose geralmente acomete adultos jovens entre a segunda e quarta década de vida. Esta é uma doença crônica e inflamatória do sistema nervoso central que ocorre em pessoas geneticamente suscetíveis.

No mundo, há, aproximadamente, 2,5 milhões de casos. No Brasil, há uma prevalência variável, de 1,3 a 18 casos para cada 100 mil habitantes, sendo maior nos estados mais ao sul, distantes da linha do Equador. Na Bahia, estima-se que essa prevalência seja abaixo de 5%, como nos demais estados do Nordeste.

Quem tem um familiar com a doença tem até 30% mais chances de desenvolver a esclerose múltipla, mas este nem sempre é o fator determinante. Segundo estudos recentes, mais da metade dos casos poderiam ser evitados controlando-se os fatores de risco: fumo, obesidade na infância e adolescência e insuficiência de vitamina D, como orienta o neurologista Thiago Junqueira. “É muito importante dosar o nível de vitamina D uma vez por ano e corrigi-lo, se necessário, especialmente nas crianças e adolescentes, pois mantê-la nos níveis ideais pode ser capaz de evitar a esclerose múltipla e possivelmente outras doenças, como o diabetes tipo 1”, destaca.

Tratamento

Thiago Junqueira, que possui doutorado no tema pela Universidade de São Paulo, afirma que a manutenção dos níveis ideais do hormônio vitamina D (acima de 40 ng/ml) e o uso dos imunomoduladores aprimoraram o tratamento da doença e a qualidade de vida dos pacientes. Os imunomoduladores são medicamentos empregados para tentar corrigir o desarranjo existente no sistema imune do paciente.

Nos casos mais severos, os médicos podem recorrer a medicamentos empregados por via endovenosa. Para isso, em Salvador, os pacientes contam com o Centro de Infusão de Medicamentos do Cárdio Pulmonar (CIM), dispensando a necessidade de internação para a administração dos medicamentos, que devem ser feitos em intervalos específicos.

Thiago Junqueira explica ainda que os primeiros sintomas da esclerose múltipla acontecem em surtos que duram semanas ou até meses. Os sintomas variam entre dormências ou fraqueza nas pernas, baixa da visão, visão dupla ou desequilíbrio. “Os pacientes costumam não dar muita importância a esses primeiros sintomas, muitas vezes por serem brandos e transitórios. Aparecem e somem. Por exemplo, dormência insistente nos pés poderia ser atribuída a um sapato apertado, mas pode ser decorrente de uma inflamação na medula espinhal. É importante ficar atento a esses sintomas e procurar atendimento para o diagnóstico precoce da doença”, alertou o médico.

Não existe um exame específico para o diagnóstico da esclerose múltipla.  O neurologista vai avaliar o paciente por meio da história clínica, exame físico, testes laboratoriais e da ressonância magnética. Após o diagnóstico, o paciente será encaminhado para o tratamento mais adequado para o seu caso.

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