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Publicado em: 13 de outubro de 2015

Trombose venosa é uma das principais causas de morte evitáveis do mundo

No Dia Internacional de Combate à Trombose Venosa, 13 de outubro, o alerta do coordenador de Medicina Cardiovascular do Hospital Cárdio Pulmonar, o cardiologista Eduardo Darzé, é de que 60% dos casos de trombose venosa (TEV) acontecem em decorrência de uma hospitalização. “O TEV é a causa mais comum de morte hospitalar e a maioria dos casos pode ser prevenida”, destacou o especialista.

O termo trombose refere-se à formação de coágulos nas artérias e veias do organismo. Quando acomete as veias, principalmente das pernas, dá-se o nome de trombose venosa profunda (TVP) e, caso esse coágulo se desprenda e migre até os pulmões, de embolia pulmonar. Juntas, as duas condições são chamadas de tromboembolismo venoso (TEV), e representam a terceira causa de morte cardiovascular mais comum do mundo, atrás apenas do infarto e do Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A incidência da doença é de aproximadamente um caso a cada mil pessoas. De acordo com o cardiologista, no entanto, a frequência real é duas ou três vezes maior. Nos Estados Unidos, estima-se a ocorrência de 600 a 900 mil casos por ano. “A embolia pulmonar é uma doença de difícil diagnóstico e rapidamente letal, por isso as estatísticas são sempre subestimadas”, afirma dr. Eduardo Darzé, destacando que no Brasil não existem dados precisos sobre a incidência da doença.

Causa

A principal causa da trombose venosa é a imobilidade prolongada, comum não só nas viagens aéreas e terrestres, mas também nos casos de permanência no leito em repouso por doenças e depois de cirurgias. Para evitar a doença, durante as internações, o especialista orienta os pacientes a conversarem com o seu médico sobre a avaliação de risco do TEV e a utilização de medidas preventivas que incluem, entre outras, o estímulo à mobilização e medicações anticoagulantes. Outros fatores de risco para trombose venosa incluem câncer e uso pílulas anticoncepcionais.

“No Brasil e no mundo, apenas 50% dos pacientes em risco de desenvolver trombose no hospital recebem profilaxia adequada. No Cárdio Pulmonar, atingimos uma taxa de 94%, pois mantemos um protocolo gerenciado e um programa de treinamento contínuo e o desafio é manter esses excelentes resultados”, disse.

Inchaços, dores e vermelhidão nas pernas são sinais de trombose venosa, enquanto que a presença de falta de ar, dor no peito e tosse com secreção sanguinolenta apontam para a ocorrência de embolia pulmonar. Quanto mais precocemente o diagnóstico for feito e o tratamento iniciado, maior a possibilidade de reverter o quadro e evitar complicações e sequelas, conforme explica o especialista.

13 de outubro

O 13 de outubro foi idealizado pela International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) com o objetivo de aumentar o grau de conhecimento da população sobre os riscos da trombose. A data visa a aumentar a conscientização sobre todas as formas de trombose. No entanto, o foco principal desse ano é o TEV, que apesar de muito comum e de matar mais pessoas anualmente na União Europeia do que a Aids, câncer de mama, câncer de próstata e acidentes automobilísticos juntos, é ainda pouco conhecido pela população geral.

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