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Publicado em: 28 de março de 2022

Técnica cirúrgica para tratamento de tumor benigno de próstata completa seis meses de sucesso e revoluciona tratamento na Bahia

Técnica cirúrgica mais avançada do mundo para tratamento da próstata aumentada, a Holmium Laser Enucleation Prostate (HoLEP), completa seis meses de sucesso na Bahia e revoluciona o tratamento de pacientes portadores de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), tumor não canceroso mais frequente entre os homens.

A enucleação da próstata é considerada pelas diretrizes internacionais de urologia o padrão ouro para tratamento de próstata grande. O HoLEP é uma técnica endoscópica (através da uretra), minimamente invasiva realizada a laser, sem necessidade de cortes no abdômen que traz benefícios incríveis para o paciente, como a mínima chance de reincidência do crescimento do tecido prostático e de sequelas, em relação às cirurgias convencionais, além de permitir um período menor de internação, com alta médica 24 horas após o procedimento.

Na Bahia, o equipamento para a realização de cirurgias com uso do Holmium Laser (HoLEP) está localizado no Hospital Cárdio Pulmonar, desde setembro de 2021. A unidade foi uma das pioneiras no Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil na aplicação da técnica cirúrgica que é praticada pelos maiores centros médicos no mundo.

“As diretrizes internacionais de urologia colocam a cirurgia com o HoLEP como a mais indicada para pacientes com próstata acima de 80 gramas. O laser atua na remoção do tecido da hiperplasia prostática, desobstruindo o canal por onde passa a urina. A técnica permite uma recuperação muito mais rápida e menor riscos pós cirúrgicos para os pacientes”, explica o coordenador de urologia do Hospital Cárdio Pulmonar, Lucas Batista.

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma doença atinge mais de 50% dos homens acima de 60 anos e até 90% dos pacientes com mais de 80 anos, podendo acometer, também, o público masculino com faixa etária menor. Entre as complicações que o aumento de próstata traz para a saúde do homem ocorre a obstrução parcial ou total da uretra, canal por onde passa a urina, causando sintomas bastante incômodos, como dificuldade para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de levantar diversas vezes para urinar durante à noite.

Cerca de 30% dos pacientes portadores de HPB necessitam de tratamento cirúrgico por não apresentarem resposta ao tratamento com medicamentos ou devido a complicações médicas decorrentes da obstrução do trato urinário. As cirurgias menos invasivas proporcionam melhores condições de uma rápida recuperação do paciente, uma vez que com o método convencional se torna mais agressivo, apresentando maior risco de complicações.

“São mais complexas porque, como há necessidade de incisão abdominal e, consequentemente, uso prolongado de sonda no pós-operatório, pode, em alguns casos, ocorrer maior risco de sangramento intraoperatório e pós-operatório”, pondera o urologista.

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