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Publicado em: 31 de maio de 2019

Serviço de reabilitação cardiopulmonar completa cinco anos

O exercício como ferramenta terapêutica. Com essa abordagem, a reabilitação cardiopulmonar garante melhora funcional de pacientes cardiovasculares, pulmonares e portadores de doenças metabólicas, reduzindo a ocorrência de internações, além de melhorar a qualidade de vida e até reduzir as chances de morte por complicações clínicas relacionadas a estas afecções.

“Os resultados são percebidos de imediato na redução da necessidade de novas internações em todos os pacientes e, nos coronarianos, a redução no grau de angina já é perceptível nas primeiras semanas”, atesta o coordenador médico do Centro de Cardiologia do Exercício do Hospital Cárdio Pulmonar, o cardiologista Luiz Ritt.
“É um serviço voltado para pacientes de alto risco e que demandam do sistema de saúde com internações frequentes que afetam diretamente sua qualidade de vida. Temos o propósito de funcionar mesmo como uma academia em que o exercício é utilizado como um tratamento e, como tal, é necessário ter a dose e a forma correta de usar. Como diferencial o centro oferece suporte médico e de fisioterapia especializados, além de material para atendimento de urgências no local. Assim tanto o paciente quanto a equipe se sentem seguros em atingir as zonas de esforço que trarão maior benefício”, explica Ritt.
De acordo com a pneumologista Daniela Cavalcante, quanto antes o paciente inicia a reabilitação, mais ele se beneficia dos resultados. “Geralmente, as pessoas chegam com restrições, depressão e se beneficiam muito da atividade em grupo. A reabilitação cardiopulmonar propicia ganhos emocionais, de mobilidade e independência”, pontua Daniela Cavalcante, que dentro do serviço atua com pacientes com fibrose pulmonar e cística, bronquiestasia (aumento crônico de partes das vias aéreas do pulmão) e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
“A participação no programa nos dá a chance de perceber com muita alegria a melhora clínica da grande maioria dos participantes. O feedback positivo e a gratidão dos pacientes nos dão a certeza de que todo empenho e dedicação valem a pena”, destaca o cardiologista do serviço de reabilitação Gustavo Feitosa.
Ao falar sobre resultados, uma das fisioterapeutas do serviço, Thaíssa Claro, conta que os dois primeiros pacientes continuam no grupo. “Eles vêm com prescrição de três meses para serem reavaliados e, quando possível, encaminhados para uma academia externa, mas muitos preferem continuar conosco. Assim, temos pacientes há cinco anos”, conta a especialista em reabilitação cardiopulmonar.
Indicações
Pacientes que tiveram infarto, passaram por cirurgia cardíaca ou bariátrica e obesos mórbidos são alguns dos perfis que podem recorrer à reabilitação. Três vezes por semana, durante uma hora, eles praticam exercícios de alongamento, fortalecimento e aeróbicos. “Uma vez por ano realizamos uma caminhada que reúne todos eles. É uma atividade de integração que tem grande adesão do grupo”, conta Thaíssa.
“Os pacientes que não faziam nenhum tipo de atividade passam a gostar de se exercitar e incorporam isso como hábito de vida”, pontuou a fisioterapeuta Cristiane Miura Feitosa.

Excelência
Para ser considerado programa de reabilitação cardiopulmonar supervisionado é preciso cumprir alguns critérios, como ter uma equipe multiprofissional supervisionada por um médico, contar com médico qualificado em serviço de emergência, ter condições de obter acesso venoso para medicação e ter à disposição monitores e desfibriladores.
“O nosso centro também tem gerado conhecimento e a experiência da equipe tem sido apresentada em eventos científicos nacionais e internacionais” destaca Ritt.
O Centro de Cardiologia do Exercício do Hospital Cárdio Pulmonar, que completa cinco anos, já atendeu mais de 400 pacientes proporcionando uma melhora funcional considerável naqueles com doenças cardiovasculares, pulmonares e metabólicas, como infarto, angina, insuficiência cardíaca, pacientes em pós-operatório de cirurgia cardíaca e DPOC.
“Somos o maior serviço do nosso estado em relação ao número de participantes beneficiados. Contamos com infraestrutura adequada e profissionais especializados em reabilitação”, afirma Maeve Gramacho.

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