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Publicado em: 02 de setembro de 2019

Primeiro implante de prótese valvar mitral por cateter é realizado na Bahia

Paciente de 84 anos foi submetido a procedimento hemodinâmico pioneiro e recebeu alta em três dias

Pela primeira vez na Bahia foi realizado implante de prótese de válvula mitral por catéter, sem relização de cirurgia aberta. O procedimento foi feito para tratamento de um paciente cardíaco de 84 anos que apresentava mal funcionamento da prótese mitral implantada há 10 anos por intervenção convencional. A valva mitral é a estrutura do coração responsável pela passagem de sangue do átrio para o ventrículo esquerdo.

“O paciente, que teve alta três dias após o procedimento, já havia sido submetido a duas cirurgias cardíacas e apresentava alto risco para uma terceira intervenção, sendo indicado o procedimento transcateter”, diz o cardiologista intervencionista Fábio Solano, da equipe de Hemodinâmica do Hospital Cárdio Pulomonar onde o procedimento foi realizado há poucos dias.
“Este implante pioneiro de prótese valvar mitral por cateter realizado no Cárdio Pulmonar abre uma nova perspectiva para a cardiologia baiana e se fortalece como uma alternativa segura para pacientes que precisam do procedimento, mas apresentam restrições para uma nova cirurgia convencional”, pontua, destacando que o procedimento foi feito após criteriosa avaliação do perfil do paciente pelo heart team do HCP.

Técnica revolucionária

O especialista Fábio Solano destaca que o implante de próteses valvares cardíacas por cateter (ou transcateter) é revolucionário para a cardiologia. “Inicialmente destinado ao tratamento de pacientes com estreitamento (estenose) da válvula aórtica de alto risco para a cirurgia cardíaca convencional, o implante transcateter de próteses valvares tornou possível a cura e melhora da qualidade de vida destes pacientes que, anteriormente, não teriam outras alternativas terapêuticas efetivas”, explica.

“Após evolução das técnicas de implante e melhorias tecnológicas nas próteses, o tratamento transcateter passou a ser também indicado para pacientes com estenose aórtica de menor risco cirúrgico (por apresentar vantagens em relação à cirurgia aberta, sobretudo no tempo de recuperação) e para pacientes cujas próteses valvares implantadas de forma convencional apresentam defeitos no funcionamento”, completa o hemodinamicista.

Além de Fábio Solano, participaram do procedimento pioneiro no Hospital Cárdio Pulmonar o também cardiologista intervencionista Mateus Viana, o ecocardiografista Fabio Soares, o cardiologista clínico Francisco Cesar, e os cirurgiões Wanewman Andrade e José Carlos Bertassi, com apoio de Fábio Sândoli, cardiologista intervencionista do Hospital Sírio Libanês.

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