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Publicado em: 27 de abril de 2021

Pesquisa aponta eficácia do teste do degrau de seis minutos para avaliação da capacidade funcional

Estudo foi desenvolvido pelo Hospital Cárdio Pulmonar em parceira com a Escola Bahiana de Medicina, Hospital das Clínicas de Porto Alegre e UFRS

Na doença cardiovascular, a capacidade funcional está diretamente relacionada ao prognóstico. O teste do degrau de seis minutos (TD6) é uma forma simples de avaliá-la e foi tema de uma pesquisa desenvolvida por cardiologistas do Hospital Cárdio Pulmonar, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Hospital das Clínicas de Porto Alegre e Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O estudo foi publicado recentemente na revista da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“O desempenho funcional, conforme determinado pelo consumo de oxigênio de pico e medido por um teste de exercício cardiopulmonar, é o padrão-ouro e é utilizado para determinar o prognóstico de insuficiência cardíaca e seleção de transplante cardíaco, bem como para avaliar a resposta terapêutica”, afirma o cardiologista Luiz Ritt, coordenador do Centro de Cardiologia do Exercício e Gestor de Treinamento, Epidemiologia e Pesquisa do Hospital Cárdio Pulmonar.

De acordo com Luiz Ritt, o comprometimento funcional está relacionado a pior prognóstico, independentemente do diagnóstico ou cenário clínico.

A pesquisa foi desenvolvida com o intuito de fornecer uma opção simples para a avaliação da capacidade funcional. “Uma vez que o TECP (Teste de Exercício Cardiopulmonar) requer equipamento específico e equipe médica bem treinada, uma medição indireta e acurada da capacidade funcional é muito desejável”, explica Ritt.

O teste do degrau de seis minutos é uma avaliação na qual o paciente sobe e desce uma escada de dois degraus por seis minutos em cadência livre e o número de passos é contabilizado. Não requer equipamentos sofisticados nem espaços grandes. Embora estudado em pacientes com doença pulmonar crônica e em indivíduos normais, não há dados sobre o desempenho do TC6 em pacientes cardíacos.

No estudo, foram avaliados pacientes encaminhados para reabilitação cardíaca entre maio de 2014 e setembro de 2017 que, conforme o protocolo clínico, foram submetidos a Teste de Exercício Cardiopulmonar (TECP) limitado a sintomas e TD6 como avaliação basal no programa de reabilitação cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar.

Foram avaliados pacientes maiores de 18 anos com diagnóstico de doença arterial coronariana (DAC) ou IC, caracterizadas por infarto agudo do miocárdio prévio, angioplastia coronariana/implante de stent pós-cirurgia cardíaca ou vascular ou pacientes com dispositivos implantáveis, como marca-passos ou desfibriladores cardíacos.

Teste do Degrau

O teste do degrau não é uma ferramenta nova na cardiologia. É muito utilizado por ser simples e permitir que a avaliação seja feita no consultório. “É uma excelente ferramenta para triagem dos pacientes”, destaca Ritt.

Na década de 1930, utilizaram um teste de escada de um degrau em um protocolo de 2 minutos para observar eletrocardiogramas de exercício. Esse foi o precursor dos atuais testes de esforço com ergômetros.

O grupo de pesquisa foi composto por Luiz Eduardo Fonteles Ritt, Eduardo Sahade Darzé, Gustavo Freitas Feitosa, Jessica Santana Porto, Gabriela Bastos, Renata Braga Linhares de Albuquerque, Cristiane Miura Feitosa, Thaissa Costa Claro, Eloisa Ferreira Prado, Queila Borges de Oliveira e Ricardo Stein.
O estudo está disponível no site Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Clique aqui.

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