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Publicado em: 21 de novembro de 2017

Intervenção minimamente invasiva traz avanços para cirurgias urológicas

Novembro é o mês dedicado à conscientização e combate ao câncer na próstata. No entanto, tumores em outros órgãos do aparelho urinário, como rim e bexiga, têm se tornado comuns e merecem atenção. O câncer de rim está entre os 10 tipos de cânceres mais comuns entre homens e mulheres. A incidência da doença na bexiga foi de 9.670 casos em 2016, sendo 7.200 em homens e 2.470 em mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

De acordo com o coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Cárdio Pulmonar, o urologista Lucas Batista, o cigarro está entre as causas mais comuns dos dois tipos de tumor. “O câncer de bexiga está associado diretamente ao tabagismo. Esse é um tumor grave, pois a progressão é rápida”, destacou o médico.
De acordo com o Inca, fumantes têm uma chance 440% maior de desenvolvê-lo, enquanto ex-fumantes têm 250%. Isso porque o tabaco contém agentes cancerígenos que são excretados pela urina, passando por todo o sistema urinário.

Além do fumo, os tumores de rim têm entre suas causas também a insuficiência renal crônica com necessidade de hemodiálise, a hipertensão e doenças genéticas. “A incidência desse tipo de tumor tem crescido bastante, mas o diagnóstico precoce possibilita a preservação do rim, permitindo a retirada somente do tumor”, destacou o especialista.

Minimamente invasiva

Outra boa notícia, de acordo com Lucas Batista, é que a cirurgia de ambos os casos foi simplificada com o advento da técnica minimamente invasiva. “Hoje, o HCP é referência na realização de cirurgias urológicas minimamente invasivas. Contamos com o Centro de Cirurgias Oncológicas em Urologia no qual intervenções em bexiga, próstata, rim e glândulas suprarrenais são feitas sem corte. Conseguimos levar todos os resultados da cirurgia aberta para a minimamente invasiva, aliando ainda as vantagens do método sem corte”, afirmou o médico.

Rápida recuperação do paciente, redução do tempo de internamento e consequente queda do risco de infecção, além da diminuição significativa do tamanho da incisão, que passa de 10cm para algo entre 1 e 2cm, são algumas das vantagens do método minimamente invasivo.

“A maioria dos pacientes retorna às atividades em 15 dias. Na cirurgia aberta, esse tempo de recuperação é de 30 dias, em média. Outra vantagem para o paciente é ter menos dor, com consequente redução no uso de analgésicos, sangramento reduzido e menor tempo de internação”, enumerou Lucas Batista.

 

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