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Publicado em: 01 de abril de 2015

Internação domiciliar é tema de palestra

Divulgar benefícios, indicações e a forma de solicitar a internação domiciliar com segurança. Sobre esses assuntos o geriatra Leonardo Salgado falou na manhã desta sexta-feira (27) para as equipes assistenciais do Hospital Cárdio Pulmonar (HCP). Baseado numa experiência de 15 anos, ele traçou um panorama da pirâmide etária brasileira, mostrou o cenário da saúde suplementar e apontou critérios para definir os pacientes com indicação para concluir o tratamento fora do ambiente hospitalar, além de orientar sobre como fazer a solicitação.
Para justificar a importância da desospitalização precoce, porém segura, o geriatra destacou o crescimento da população de idosos, a ampliação da demanda por leitos hospitalares e citou o amento de 82% do número de usuários do sistema de saúde suplementar por pessoas acima 60 anos nos últimos 15 anos em todo Brasil.
“O crescimento da adesão aos planos de saúde não é proporcional à oferta de leitos hospitalares, o que leva à superlotação das emergências e hospitais”. Este quadro foi agravado recentemente em Salvador após o fechamento dos hospitais Unimed e Espanhol, conforme lembrou. “A cidade tem 831 mil usuários do sistema de saúde suplementar, com 7.985 leitos hospitalares, sendo 2.491 particulares”, ilustra.
Ainda segundo o especialista, “a taxa de internação de pessoas acima de 60 anos é superior a 240 internações por mil habitantes/ano, representando o triplo da taxa de internação dos 15 aos 39 anos”. Dr. Leonardo diz também que o tempo médio de permanência é o dobro quando comparados à faixa dos 15 aos 39 anos, consumindo 26% de todos os recursos financeiros destinados à saúde.
“Neste cenário, todas as iniciativas que promovam a desospitalização, não somente favorecem aos pacientes, mas são prementes e fundamentais para o bom funcionamento da rede hospitalar”, reforça o cardiologista Eduardo Darzé, gestor de Prática Médica do HCP, sinalizando para a importância da internação domiciliar como ferramenta de gerenciamento de leitos.

Perfil

Como alternativas para otimizar a ocupação dos leitos hospitalares e a garantia da qualidade da assistência, dr. Leonardo citou a mudança do modelo de atenção, investimento na medicina preventiva, aprimoramento de tecnologias leves e desenvolvimento de estratégias de desospitalização.
O geriatra reforçou que é necessário identificar precocemente os pacientes com indicação para a internação domiciliar: pacientes que sofrem de problemas agudos, mas encontram-se estáveis e possuem diagnóstico e plano terapêutico definidos; pacientes crônicos que necessitam de tratamento prolongado; ou pacientes com indicação de cuidados paliativos e que têm a possibilidade de construção do óbito no domicílio.
A importância de as equipes assistenciais conhecerem os trâmites para solicitar a desospitalização no momento correto foi outro ponto destacado durante a palestra, bem como o papel das operadoras, das empresas de atenção domiciliar e dos hospitais. “O objetivo é garantir a segurança e a qualidade no atendimento aos pacientes e suas famílias”, diz, lembrando que a internação domiciliar agrega valor humano a assistência, educa o paciente e a família a lidar com a limitação e doença crônica, além de representar uma gestão socialmente responsável com o sistema de saúde.
A palestra com dr. Leonardo Salgado foi promovida pelo Comitê de Gerenciamento de Leitos/Desospitalização do Cárdio Pulmonar.

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