PARA MÉDICOS PARA PACIENTES
Central de Atendimento: 71 4020.2322 RESULTADOS ORÇAMENTOS COVID 19

Publicado em: 29 de agosto de 2018

Especialista destaca avanços no tratamento da esclerose múltipla

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, 30 de agosto, o membro do Serviço de Neurologia do Hospital Cárdio Pulmonar, o neurologista Thiago Fukuda, destaca as modificações recentes no entendimento da enfermidade e avanços no tratamento. “O diagnóstico de esclerose múltipla realmente assusta os familiares e pacientes, no entanto, a evolução nos dias de hoje é muito diferente do que se via antigamente”, pontua o médico.

A esclerose múltipla ainda não tem cura, mas existem meios de diminuir o progresso da doença. Os tratamentos atuais buscam controlar a frequência dos surtos, reduzir a progressão da incapacidade física causada pela doença e evitar o surgimento de novas lesões no cérebro e na medula espinhal.

“Atualmente o tratamento é realizado com medicações que têm como objetivo modular ou reduzir a resposta imunológica do sistema nervoso central. Existe uma grande variedade de medicações disponíveis inclusive no setor público desde comprimidos, autoinjetáveis ou infusões venosas”, esclarece Thiago Fukuda.

O médico destaca, ainda, que é muito importante para esses pacientes um apoio multidisciplinar. “Eles precisam de acompanhamento de fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e psicologia”, explica o especialista.

A esclerose múltipla é uma das doenças neurológicas mais comuns em adultos entre 18 e 50 anos. Crônica, afeta o sistema nervoso central causando danos na fala, equilíbrio, visão e coordenação motora. Outra característica da esclerose é sua autoimunidade, ou seja, o sistema imunológico ataca o próprio corpo, neste caso, os neurônios.

O problema atinge 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 35 mil delas brasileiras e em sua maioria mulheres, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O preconceito relacionado à doença, se deve principalmente ao desconhecimento. Mas o empregado, por exemplo, não é obrigado a informar a doença em atestado médico. O sigilo do diagnóstico é uma garantia da relação médico-paciente”, explica Thiago Fukuda.

A esclerose múltipla não é uma doença hereditária. As causas ainda são desconhecidas, mas estudos apontam relações com genes de suscetibilidade, problemas hormonais e infecções com o vírus Epstein-Baar, responsável pela mononucleose, mais conhecida como Doença do Beijo.

O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e em exames, como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da medula espinhal.

MAIS NOTÍCIAS