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Publicado em: 24 de julho de 2015

Cárdio Pulmonar reúne profissionais de saúde em encontro

O Hospital Cárdio Pulmonar (CP) reuniu mais de 150 profissionais da área de saúde, na noite desta quarta-feira (22), para discutir “Grandes problemas da medicina e suas soluções mais simples”. A 10ª edição do Projeto Sinapse aconteceu no Hotel Pestana Convento do Carmo, no Centro Histórico.

Durante o encontro, foram abordados cuidados simples que podem ajudar a prevenir infecção hospitalar e outras complicações nos pacientes. A abertura do Sinapse foi feita pelo coordenador da Medicina Cardiovascular e gestor de Prática Médica do CP, o cardiologista Eduardo Darzé, que falou sobre ética do cuidado.

“O Sinapse teve início em 2011 e seguimos amadurecendo cada fez mais, desde o conteúdo programático até a produção. Nunca perdendo de vista a sua proposta inicial de unir medicina e arte, ciência e cultura”, disse dr. Darzé, um dos idealizadores do projeto.

O cardiologista também foi o responsável por falar sobre “TEP: A mais importante causa de morte hospitalar prevenível” e “Se são soluções simples e comprovadas, por que não funcionam no mundo real?”

O médico apresentou o número de casos nos Estados Unidos a fim de mostrar que o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é um problema de saúde mundial. “Cem mil pacientes morrem todo ano nos Estados Unidos vítimas do TEP. Essa é uma doença que frequentemente acontece em consequência da hospitalização e é em grande parte prevenível, mas, mesmo assim, é responsável por 5-15% das mortes hospitalares”, disse dr. Darzé.

Eduardo Darzé disse que a profilaxia é a principal solução para o TEP. “No Brasil, apenas 50% dos pacientes em risco de desenvolver trombose no hospital recebem profilaxia adequada. No CP atingimos uma taxa de 94%, pois mantemos um protocolo gerenciado e um programa de treinamento contínuo. Nosso desafio com a expansão é manter esses excelentes resultados”, disse referindo-se ao CP 200, o projeto de expansão do Hospital Cárdio Pulmonar.

Com a ampliação, o CP vai passar de três para dez salas cirúrgicas e contará com duas unidades de hemodinâmica, além de heliponto e sala de cirurgia híbrida, projetada para acolher procedimentos cirúrgicos com recursos de laboratório de hemodinâmica. Dos 232 leitos, 30 serão de UTI, 40 de semi-UTI e 45 destinados à emergência. O número de colaboradores saltará de 700 para 1.600 quando o hospital estiver em plena capacidade de atendimento.

Higienização das mãos

O coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, o infectologista Alan Neves, abriu a palestra “Higienização das Mãos e o Controle da Infecção Hospitalar” fazendo uma analogia e anunciando que um avião tinha caído naquela noite e 400 pessoas haviam morrido. De acordo com o especialista, esse é o mesmo número de pessoas que morrem por dia vítima de infecção hospitalar nos Estados Unidos, mas o número não causa nenhuma comoção pública, ao contrário de um acidente de avião.

Na Europa, de acordo com o infectologista, são 4,5 milhões de casos por ano e aproximadamente 7,5 bilhões de euros são gastos para o tratamento de pacientes com infecção hospitalar. “Existem várias inovações para se evitar a infecção hospitalar, mas a mais barata e eficiente é a higienização das mãos com solução alcoólica nos cinco momentos especificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, disse.

O especialista comemora a taxa de adesão à higienização das mãos de 78% alcançada no Cárdio Pulmonar, em junho, enquanto a média mundial é de 50%. No hospital já são consumidos 60 ml de álcool gel por paciente-dia. “Os cinco momentos para higienização das mãos foram pensados para integrar completamente esta importante ação ao fluxo de trabalho dos profissionais de saúde, evitando não só as infecções exógenas, mas também impedindo que médicos ou enfermeiros levem bactérias de uma área infectada para uma área limpa do próprio paciente”, esclareceu dr. Alan Neves.

A discussão sobre a implantação das inovações e sua aceitação foi discutida no último painel: “Se são soluções simples e comprovadas, por que não funcionam no mundo real?”. Eduardo Darzé fez uma explanação teórica para mostrar as dificuldades para conseguir a adesão do corpo clínico de uma instituição às mudanças. “Alguns fatores influenciam no sucesso e velocidade da implementação das inovações. Quanto mais fatores esta inovação reunir, mais chance tem de ser adotada. A instituição colabora se apoia e encoraja a implementação de novas ideias”, disse.

Sinapse Cultural

Lançado em 2011, o Projeto Sinapse é uma iniciativa do Hospital Cárdio Pulmonar que investe em atividades de pesquisa e educação continuada, estimulando a produção de conhecimento e a atualização científica. O Sinapse une ciência e arte, sendo a segunda parte da atividade sempre dedicada a uma atividade cultural.

Nesta edição, ao final das apresentações, foi realizado um tour pelo Convento do Carmo, edificação que abriga o hotel. Construído em 1586 pela Ordem Primeira dos Freis Carmelitas, o convento é um patrimônio tombado. O museu e a igreja ainda são administrados pelos freis. Para abrigar o hotel, a construção passou por uma cuidadosa restauração, mantendo, por exemplo, piso e teto originais.

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