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Publicado em: 22 de maio de 2019

Cárdio Pulmonar aprimora gerenciamento do fluxo do paciente para reduzir taxas de ocupação

O gerenciamento do fluxo do paciente como estratégia para reduzir taxas de ocupação, superlotação e falta de leitos hospitalares está sendo aprimorado pelo Hospital Cárdio Pulmonar (HCP). Um dos responsáveis pelo programa, o gestor de Prática Médica do HCP, o infectologista Alan Neves, participou do curso promovido pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI), em Boston, Estados Unidos, entre 6 e 10 de maio.

No HCP, o programa também está sob a responsabilidade da gestora de Práticas Assistenciais, Márcia Viana. “A superlotação e a falta de leitos para internações são frequentes no Brasil e no mundo. A abertura de novos leitos e de novas unidades no hospital não soluciona a questão, pois, logo em seguida, as taxas se elevam novamente”, disse Márcia, creditando o panorama a fatores como crescimento e envelhecimento da população, que, cada vez mais, demanda serviços de saúde.

Como explica Alan Neves, “desenvolvendo ações, estratégias e programas dentro do hospital, é possível tornar o processo assistencial mais ágil, seguro e com maior qualidade. Melhorando o fluxo, o paciente tem sua condição resolvida ou direcionada mais rapidamente, recebe alta e libera o leito para um novo paciente. Tudo com qualidade e segurança, premissas maiores da assistência à saúde”.

Custos

O infectologista defende a adoção do programa, fazendo um contraponto com os elevados os custos para a abertura e operação de novos leitos. “Nos EUA, estimam-se, por exemplo, investimentos entre US$1 a US$3 milhões para a abertura de um novo leito e até US$ 650mil/ano para sua operação”, cita Alan Neves. “Gerenciar o fluxo do paciente, melhorando processos assistenciais, reduz o tempo de permanência hospitalar, a lotação nas unidades e os custos. É mais barato e mais ágil do que simplesmente construir leitos”, pontua.

O curso oferecido pelo IHI para cerca de cem profissionais de saúde de diversas partes do mundo – Brasil, EUA, Canadá, Inglaterra, Dinamarca e Austrália, entre outros – foi baseado em cases de renomados hospitais dos Estados Unidos que conseguiram implementar ações para melhorar fluxo do paciente.

Ministraram as aulas professores americanos de destacados serviços de saúde, como o Cincinnati Children’s Hospital, Kaiser Permanente e Beth Israel Deaconess Center, entre outros. “Foi uma excelente oportunidade para a troca de experiências e o aprendizado com instituições reconhecidas em todo o mundo e que prezam por qualidade assistencial”, avalia Alan Neves.

SOBRE O IHI – O Institute for Healthcare Improvement (IHI), que desenvolve o Patient Flow Professional Development Program, é uma renomada instituição americana, dedicada a disseminar padrões de qualidade e segurança para melhorar a assistência à saúde em todo o mundo há mais de 25 anos, investindo em soluções inovadoras.

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