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Publicado em: 24 de setembro de 2018

Cirurgia videoendoscópica representa avanço no tratamento de câncer colorretal

Um dos maiores avanços em tratamento do câncer colorretal já beneficiou mais de 200 pacientes em Salvador nos últimos cinco anos. Trata-se da microcirurgia endoscópica transanal, procedimento videocirúrgico minimamente invasivo. A técnica garante uma série de benefícios quando comparada às cirurgias convencionais, incluindo redução no tempo de hospitalização, com alta em até 24 horas, rápida recuperação e menor recidiva.

No Brasil, o câncer colorretal é o segundo mais comum nas mulheres, atrás do câncer de mama, e o terceiro mais comum nos homens, atrás de próstata (primeiro lugar) e pulmão/traqueia, segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Para 2018, o Inca estima 36.360 novos casos da doença, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres. 

A microcirurgia endoscópica transanal foi introduzida na capital baiana pelo cirurgião coloproctologista do Hospital Cárdio Pulmonar Ramon Mendes, que já treinou médicos em diversos estados do Brasil, colocando Salvador em posição de destaque no cenário nacional pela execução da técnica e como referência em capacitação. São Paulo foi o estado pioneiro a adotar a microcirurgia em 2008. 

Vantagens

“Aplicada em 20% dos casos, pois nem sempre o diagnóstico é precoce, essa modalidade tem sido amplamente divulgada em cursos, congressos e em artigos científicos, justamente pelos benefícios que traz aos pacientes, que retoma suas atividades de forma precoce e segura”, garante o especialista, que é titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

O cirurgião explica que, com o acesso videocirúrgico pelo ânus ao invés do método convencional com incisão aberta pela barriga ou via laparoscopia abdominal é possível alcançar a todo o reto, inclusive a parte superior. “Além de documentar todo o procedimento, conseguimos operar com melhor visualização mediante insuflação do reto por gás carbônico e pela ampliação da imagem a partir do equipamento de videocirurgia”, explica o proctologista Ramon Mendes.

“Entre outros benefícios destaca-se a possibilidade de retirada de lesões benignas ou malignas iniciais localizadas em qualquer parte do reto, inclusive com a remoção da peça inteira, o que é importante para a definição das características microscópicas e escolha do melhor seguimento oncológico”, enumera.

“A principal característica dessa forma de tratamento minimamente invasivo é o emprego de uma plataforma cirúrgica específica com retoscópio dedicado, ótica especial e instrumental específico. O equipamento é integrado ao aparelho de videolaproscopia convencional”, detalha o especialista. Os custos do equipamento ainda limitam o uso da técnica na rede pública. 

TEM2Sobre a técnica

A microcirurgia endoscópica transanal ou TEM (Transanal Endoscopic Microsurgery) foi idealizada pelo cirurgião alemão Gerhard Buess (1948–2010), com aplicação clínica pela primeira vez em 1982, em Colônia, na Alemanha.

É considerada padrão ouro entre as técnicas minimamente invasivas para tratamento de adenomas retais e do câncer precoce do reto.   

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