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Publicado em: 15 de junho de 2018

Técnica pioneira em cirurgia renal será realizada em Salvador

Duas cirurgias para tratar pacientes com câncer renal serão realizadas de forma pioneira em Salvador nos próximos dias 18 e 20 de junho. Trata-se da Nefrectomia Parcial Laparoscópica cujo ineditismo está no uso de aparelho específico de ultrassonografia no centro cirúrgico. A intervenção é indicada para eliminar lesões renais localizadas em áreas onde há possibilidade de total remoção, preservando a parte do rim não acometida por doença. Os procedimentos serão feitos no Hospital Cárdio Pulmonar (HCP).

Embora utilizada para doenças benignas, a nefrectomia parcial, que pode ser por via aberta ou laparoscópica/robótica, tem maior indicação no tratamento de tumores renais malignos. Sem comprometer os resultados oncológicos, permite preservação do rim e garante ao paciente menor perda de função renal, com menos distúrbios metabólicos e cardiovasculares pós-operatórios, principalmente em pessoas que já apresentam função renal diminuída (hipertensos, diabéticos, obesos).

A explicação é do chefe do Serviço de Urologia do HCP, Lucas Batista, que vai coordenar a equipe com mais dois cirurgiões. Segundo o especialista, a precisão da identificação da área a ser retirada, inclusive em lesões mais complexas, é possível pelo uso da ultrassonografia laparoscópica, que garante completa visualização também de tumores menores ou localizados em áreas de difícil visualização. A técnica dura, em média, duas horas.

“Às vezes, o tumor está em grande parte ou totalmente inserido no rim, com limites de difícil definição, o que induz a retirada de uma quantidade maior de tecido para garantir completa remoção da lesão”, justifica Lucas Batista, pontuando que o aparelho de USG laparoscópica que será utilizado de forma inédita em Salvador ainda não está disponível na rede pública.

O especialista diz ainda que, no Cárdio Pulmonar, a cirurgia minimamente invasiva é predominante no tratamento de tumores urológicos e a equipe possui expertise no uso dessa nova técnica, tanto para cirurgias laparoscópicas quanto para as robóticas realizadas fora do estado.

Vantagens

Em relação à técnica convencional, o método minimamente invasivo oferece benefícios como menor perda sanguínea e mais rápida recuperação pós-operatória com breve retorno às atividades diárias. “São realizadas de três a seis incisões abdominais que variam entre 5 e 12 milímetros para introdução dos instrumentais cirúrgicos”, explica.

A peça cirúrgica, como completa o cirurgião, é retirada por uma incisão que varia conforme o tamanho da lesão, sendo menor, mais estética e com menor resposta inflamatória do que na cirurgia aberta.

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