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Publicado em: 03 de outubro de 2018

Método de imagem intravascular possibilita maior precisão em intervenções no coração

Com a evolução dos métodos de imagem intravascular, pacientes submetidos à realização de cateterismo cardíaco contam com um importante aliado para o diagnóstico ou tratamento de doenças do coração. A utilização da tomografia de coerência óptica, chamada de OCT, permite a caracterização exata das placas ateroscleróticas (acúmulo de gordura nas artérias coronárias) e garante maior precisão na colocação do stent, dispositivo utilizado na desobstrução das artérias do coração.

O cardiologista intervencionista do Hospital Cárdio Pulmonar (HCP), Cristiano Guedes, destaca a importância das novas técnicas na identificação e tratamento de doenças cardiovasculares, responsáveis pela morte de mais de 17 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto todos os anos.

 

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Imagens de tomografia de coerência óptica obtidas durante procedimento realizado no Hospital Cárdio Pulmonar pelos médicos Cristiano Guedes Bezerra e Carlos Vinícius Espírito Santo. À esquerda, reconstrução tridimensional da artéria coronária após implante de stent. À direita, avaliação do resultado imediato após implante de stent

 

 

 

 

De acordo com o especialista em hemodinâmica pela USP, junto com o ultrassom intracoronário (IVUS) que já vem sendo utilizado pela hemodinâmica do Cárdio Pulmonar, a OCT impacta em precisão nos procedimentos complexos para tratamento das artérias do coração. A Bahia está em sintonia com grandes centros especializados em doenças do coração do eixo Rio/São Paulo, que, através de novas tecnologias, buscam alcançar melhores resultados nas intervenções cardíacas.

A técnica
“O dispositivo localizado na ponta do cateter introduzido em uma das artérias do coração é utilizado para aquisição de imagens de alta resolução”, explica Cristiano Guedes. “A OCT utiliza a luz infravermelha, garantindo nitidez superior, com uma resolução cerca de 10 vezes maior que o IVUS, no qual as imagens são formadas a partir de ondas de ultrassom”, compara, destacando que a técnica, indicada para angioplastias complexas, permite avaliação imediata dos resultados do procedimento realizado.
O especialista, que é Doutor em cardiologia pela USP e titular da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, faz questão de destacar que ambos os métodos (IVUS e OCT) são importantes e a indicação deve ser discutida entre o médico intervencionista e o cardiologista clínico, conforme o quadro de cada paciente individual.

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