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Publicado em: 10 de abril de 2018

Incidência do Parkinson deve aumentar no Brasil

Guilherme_Valença

Neurologista, Guilherme Valença, destaca relação da incidência de Parkinson com avanço da idade

No Dia Mundial de Conscientização sobre o Parkinson, 11 de abril, o alerta é para a progressão da doença que aumenta na mesma proporção do crescimento da população da terceira idade. “Em virtude do envelhecimento da população brasileira, acredita-se que teremos um aumento expressivo na frequência do Parkinson”, avalia o neurologista e especialista em Parkinson e Doenças do Movimento do Hospital Cárdio Pulmonar (HCP), Guilherme Valença.
Esta é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, atrás apenas do Mal de Alzheimer. Não existem estudos específicos sobre a prevalência na Bahia, mas de maneira geral, a doença afeta cerca de 1% da população acima de 65 anos, tendo maior incidência sobre os homens. No Brasil, de acordo com a Academia Brasileira de Neurologia, a patologia atinge mais de 200 mil pessoas e pode chegar, em 2040, a mais de oito milhões de pacientes.
O avançar da idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. “As causas ainda não foram estabelecidas, mas acredita-se que seja causada por uma combinação de fatores ambientais e genéticos”, pontua o médico.
De acordo com Guilherme Valença, ainda não existem tratamentos que previnam ou interrompam a progressão do Parkinson. “Na última década, houve mais avanços na compreensão dos mecanismos da doença do que no tratamento farmacológico”, pontua.
“Alguns novos medicamentos surgiram para o controle dos sintomas motores, mas a Levodopa – no mercado há mais de 50 anos – permanece como a mais efetiva opção terapêutica”, ressalta o médico da equipe do Serviço de Neurologia do HCP. O especialista reforça que, na maioria das vezes, o tratamento é capaz de incrementar substancialmente a qualidade de vida do paciente parkinsoniano.
Guilherme Valença destaca ainda que, nos últimos anos, houve um considerável avanço no atendimento na Bahia, tanto no ambiente privado como no público, mas ressalta que a maior parte dos serviços está concentrada nas capitais.
“O HCP é uma instituição totalmente preparada para os cuidados do pacientes parkinsonianos. É uma das poucas instituições de saúde do país – se não a única – com três profissionais especializados na doença de Parkinson”, diz Valença, que compõe a equipe junto com os neurologistas Anderson Brandão e Gabriel Xavier.
A identificação e o tratamento precoces são de fundamental importância para o sucesso da terapia. É importante saber identificar os sintomas mais comuns no início da doença. Os primeiros são lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores em repouso. Nesta fase, ainda é possível notar constipação, alterações do sono, ansiedade e depressão.

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