Cárdio Pulmonar - Fatores externos interferem na pressão arterial
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Publicado em: 25 de abril de 2018

Fatores externos interferem na pressão arterial

COVER_hipertensaoA pressão arterial recebe influência de diversos fatores externos. Dada essa característica, considera-se normal e fisiológica uma variação do indicador ao longo do dia. “A alternância é esperada. Para fazer o diagnóstico de hipertensão arterial, a aferição da pressão deve ser realizada com o paciente em repouso, sentado, em ambiente tranquilo. Nessas condições, espera-se o estado normal”, explica o cardiologista Gustavo Feitosa, do Serviço de Cardiologia do Hospital Cárdio Pulmonar.

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, 26 de abril, o especialista fala sobre exames que auxiliam o diagnóstico e explica que o conceito de hipertensão tem como base o valor de pressão arterial na população em geral. “O paciente é considerado hipertenso quando o uso de medicamentos é fundamental para reduzir o risco de eventos cardiovasculares sérios, como infarto, derrame e morte”, esclarece.

A tendência é que a pressão arterial diminua quando estamos em repouso e aumente com esforço físico ou em situações de estresse. “É importante aferir a pressão usando a técnica adequada para eliminação dos fatores externos e aumento da reprodutibilidade. Por isso, a checagem deve ser realizada tanto durante as consultas médicas quanto fora do consultório”, diz o especialista.

A pressão arterial é considerada normal quando inferior ou igual a 120x80mmHg. Pessoas que apresentam valores superiores ao estipulado com frequência e sem um motivo externo óbvio devem ser submetidas à Medida Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) para auxiliar no diagnóstico.

“Quando bem feitas, na forma de MAPA ou Medida Residencial da Pressão arterial (MRPA), as aferições fora do consultório apresentam uma correlação maior com o risco de eventos cardiovasculares sérios que as medidas de consultório”, esclarece Gustavo Feitosa.

MAPA é o exame no qual a medida é realizada de forma automática em intervalos pré-estabelecidos durante 24 horas, tanto no período de vigília, quanto do sono. Na MRPA as medições são feitas pelo próprio paciente ou familiar treinado, geralmente com aparelhos automáticos duas ou três vezes antes do café da manhã e do jantar, durante cinco ou sete dias. O ponto de corte para que seja considerado o diagnóstico de hipertensão nestes métodos é maior ou igual a 135x85mmHg.

Incidência

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, mais da metade dos idosos tem pressão alta, 30% da população em geral e 5% das crianças. “Diante das características da sociedade moderna, com maior tendência a sedentarismo e obesidade, o diagnóstico tem sido progressivamente mais frequente em crianças, sendo que para estas o ponto de corte de normalidade de valores pressóricos dependem do sexo, idade e estatura”, alerta.

Para o controle da pressão, o médico orienta a manutenção de hábitos de vida saudáveis, alimentação balanceada, controle do uso do sal, manutenção do peso adequado e prática regular de atividade física.

Protocolos para eficácia da aferição de pressão:

– Permanecer de 3 a 5 minutos em ambiente calmo;

– Estar de bexiga vazia;

– Não ter feito exercício nem ingerido café, alimentos ou bebida alcoólica na última hora;

– Não ter fumado nos últimos 30 minutos;

– Manter o paciente sentado, com pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e relaxado;

– Posicionar o braço na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima, sem que as roupas façam garrotes.

 

 

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