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Publicado em: 27 de março de 2018

Elevador Lacerda é iluminado de roxo no Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia

 

Foto_purpledayA epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns no mundo. Com o tratamento adequado as pessoas com conseguem ter uma vida normal e realizar todas as atividades. Entretanto, o preconceito e a falta de conhecimento ainda são grandes, sendo o foco do Purple Day, Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, comemorado em 26 de março. Em Salvador, o Elevador Lacerda ficará iluminado com a cor roxa, até terça-feira (27), para chamar atenção para a data.
“São pessoas tão produtivas, tão inteligentes e tão capazes quanto qualquer outra. Porém o preconceito, muitas vezes, leva a prejuízos na vida social e profissional. O paciente tem dificuldade em se inserir no mercado de trabalho e, apesar da epilepsia não ser contagiosa, alguns têm medo de socorrer alguém em crise. É preciso falar sobre a epilepsia para ampliar a conscientização”, disse o neurologista do Serviço de Neurologia do Hospital Cárdio Pulmonar, Humberto de Castro Lima Filho.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença afeta aproximadamente 1% da população geral, ou seja, cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, e dessas, acredita-se que 35 milhões não tenham acesso a atendimento adequado. Na capital baiana, estima-se que haja cerca de 30 mil pessoas com este diagnóstico.
“A epilepsia pode acometer indivíduos de qualquer idade, contudo, as crianças e os idosos são mais suscetíveis. Felizmente, existem tratamentos muito eficazes e cerca de 70% a 80% dos indivíduos afetados conseguem ficar totalmente livres de crises, mas ainda são vítimas do desconhecimento e mitos a respeito dessa condição”, pontuou o médico.
O especialista explica que a doença é caracterizada por crises recorrentes, geradas por uma atividade excessiva e anormal dos neurônios cerebrais. “Existem vários tipos de crises epilépticas. A característica comum a todas elas é que são eventos paroxísticos, ou seja, acontecem de repente, muitas vezes sem algum aviso”, explicou o especialista.
O sucesso do tratamento depende da identificação correta dos tipos de crise e da causa da epilepsia. Ao procurar um especialista, o paciente passará por uma anamnese (entrevista médica) muito detalhada e exames complementares como o eletroencefalograma, que mede a atividade elétrica cerebral, e a ressonância magnética, que ajuda a identificar se há alguma alteração estrutural no cérebro.
“Para os casos mais difíceis é necessária uma investigação maior sendo indicado o vídeo-eletroencefalograma (Vídeo-EEG). Nesse exame, o paciente fica internado de três a cinco dias para monitorização contínua da atividade elétrica cerebral através do eletroencefalograma ao mesmo tempo em que é registrado um vídeo digital do paciente. Isso permite que o médico registre simultaneamente a manifestação clínica e a atividade elétrica anormal que está causando a crise”, explica o médico.
Muitas das medicações antiepilépticas estão disponíveis na rede pública, algumas delas inclusive pelo programa de alto custo, sendo distribuídas em centros especializados. Contudo, na Bahia ainda não existe serviço de Vídeo-EEG e nem cirurgia de epilepsia pela rede pública.

Foto: Jeferson Peixoto/ Secom PMS

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