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Publicado em: 03 de julho de 2019

Doenças respiratórias aumentam em até 30% de abril a outubro

Com a chegada do Outono e do Inverno, muitas pessoas sofrem com as oscilações climáticas. De abril a outubro, o aumento no número de atendimentos hospitalares por doenças respiratórias é de 20 a 30%. “Com frequência maior de chuva e dias menos ensolarados e mais frios, há maior umidade, o que favorece o surgimento de mofo, que também é um irritante alérgico”, explica a pneumologista Larissa Voss Sadisgursky, que integra a equipe do Hospital Cárdio Pulmonar.

A especialista destaca, ainda, que nesse período há maior circulação de vírus como o da gripe e do resfriado que influenciam diretamente no aumento de doenças do aparelho respiratório. O ar frio também atua como irritante das vias aéreas, o que acarreta mais sintomas alérgicos, como a falta de ar e a coriza, além de desequilíbrio na imunidade.

“Em toda a via aérea, temos cílios, que atuam como defesa para expelir agentes patogênicos. O ar mais frio faz com que estes cílios funcionem de forma inadequada, além de reduzir a produção de enzimas e anticorpos protetores, contribuindo para proliferação de vírus e bactérias”, pontua a pneumologista.

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Gripe, resfriado, asma, bronquite, sinusite, pneumonia, rinite, otite e amidalite são as doenças respiratórias mais comuns nos meses mais frios do ano. “Destas, a pneumonia é a mais temida e responsável por altas taxas de internações e mortalidade, especialmente entre crianças menores de cinco anos e idosos acima de 65 anos, além de gestantes e puérperas”, disse Larissa Voss Sadisgursky.

A médica alerta que todos que já tenham alguma doença de base como diabetes, insuficiência cardíaca, doença pulmonar ou renal, transplantados, portadores do vírus HIV também devem redobrar os cuidados durante o período mais frio do ano.

Pneumonia

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 15 milhões de crianças são hospitalizadas, por ano, por pneumonia, em países em desenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a cada ano morrem 1,6 milhão de pessoas no mundo vítimas da doença.

“Levantamentos do Ministério da Saúde comprovam impacto significativo das vacinas contra gripe e anti-pneumocócica na redução de internações por pneumonia nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma a médica.
A vacina reduz o risco de infecções graves das vias aéreas, causadas pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo), bactéria que é a causa comum de infecções respiratórias (otite, sinusite, pneumonia), e também pode ocasionar infecções generalizadas (meningite, sepse).

Para se manter protegido de vírus e bactérias que afetam a respiração, atitudes simples podem evitar a proliferação dessas doenças como:

· Lavar as mãos;
· Manter o organismo hidratado facilita a expectoração;
. Fazer lavagem nasal com soro fisiológico;
· Evitar fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
· Praticar atividade física, manter hábitos de vida e alimentação saudáveis – ingerir principalmente alimentos que contenham vitamina C;
· Evitar bebida alcoólica;
· Manter o ambiente arejado. As bactérias ficam concentradas em ambientes fechados, por isso é importante evitar esses locais fechados;
· Evitar aglomerações
· Proteger a boca ao tossir;
· Expor lençóis, edredons e roupas ao sol e lavar sempre que necessário.

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