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Publicado em: 06 de setembro de 2017

Diagnóstico precoce garante melhor qualidade de vida para portadores de Fibrose Cística

Quanto mais cedo acontecer o diagnóstico da Fibrose Cística, maior a expectativa e qualidade de vida do paciente. De acordo com o coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Cárdio Pulmonar, o pneumologista Marcel Albuquerque, o Teste do Pezinho é o melhor aliado para a descoberta precoce da doença.

“O diagnóstico precoce é de enorme importância para que o paciente possa ter uma vida melhor e mais longa”, destaca Marcel Albuquerque. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 mil pessoas apresentam Fibrose Cística ao redor do mundo, sendo estimada uma incidência de um em cada 7 mil nascidos vivos, no Brasil. Para ampliar o conhecimento sobre a doença, em 2013, foi criado o Dia Mundial da Fibrose Cística, celebrado em 8 de setembro.
A Fibrose Cística é uma doença genética, crônica, que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. Um gene defeituoso e a proteína produzida por ele fazem com que o corpo produza muco de 30 a 60 vezes mais espesso que o usual. A secreção leva ao acúmulo de bactérias e germes nas vias respiratórias, podendo causar inchaço, inflamações e infecções como pneumonia e bronquite, trazendo danos aos pulmões.
De acordo com o médico, o tratamento específico ainda é bastante questionável. “O foco principal deve ser a nutrição adequada e a prevenção de infecções respiratórias e gastrointestinais. Os pacientes devem ser imunizados e receber complementação vitamínica e mineral”, acrescentou.
Os sintomas da fibrose cística são comumente confundidos com outras enfermidades, por isso o diagnóstico pode ser difícil. Apesar de variar de paciente para paciente, os principais são tosse persistente, chiado no peito, falta de ar, infecções recorrentes, baixo peso e fezes volumosas. Apesar de importantes, o especialista explica que os sintomas podem ser aliviados com terapêutica adequada.
“O Cárdio Pulmonar possui um centro diagnóstico completo para avaliar função pulmonar e radiologia torácica que são essenciais para o diagnóstico e acompanhamento”, diz o pneumologista, acrescentando que o paciente conta também com todo arsenal terapêutico, desde o acompanhamento médico até o suporte nutricional e fisioterápico, com reabilitação respiratória.

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