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Publicado em: 05 de dezembro de 2017

Cárdio Pulmonar realiza IV Encontro Anual do Corpo Clínico

cp_medicos“Vivemos um tempo diferente, de conectividade e transparência. Neste novo cenário, apesar da tecnologia crescente e de a vida online tomar proporções surreais, as pessoas buscam envolvimentos mais profundos”. Foi assim que a diretora superintendente do Hospital Cárdio Pulmonar, Iolanda Peltier Rocha, abriu o IV Encontro Anual do Corpo Clínico na noite desta terça-feira (28), na Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Ondina.

Para mais de 180 convidados que lotaram o auditório da ABM, Iolanda Peltier falou sobre a revisão do Planejamento Estratégico do HCP 2018-2021, o que reforça e dá objetividade à missão, à visão e aos valores do HCP.
A superintendente apresentou as mudanças realizadas na macroestrutura do HCP para atender ao plano de expansão CP 200 cuja primeira etapa será inaugurada até junho de 2018. Iolanda reforçou a horizontalidade da estrutura de gestão e a integração dos princípios do HCP, com base em qualidade assistencial, segurança, ética, comprometimento e transparência.
Plano de expansão
O diretor médico operacional, o cardiologista Gildo Mota, atualizou as informações sobre as obras de expansão do hospital, com conclusão prevista para 2018. “Vamos passar de cerca de 5 mil metros quadrado de área construída para mais de 30 mil metros quadrados. Sairemos de 51 para 249 leitos, dos quais 70 serão em unidades de terapia intensiva”, enumerou, reafirmando o desafio para todas as equipes do Cárdio Pulmonar.
Gildo Mota destacou ainda os avanços em tecnologia e infraestrutura, citando que o hospital contará com novos equipamentos de ponta, como aparelhos de tomografia computadorizada e gama câmara, e passará de três para dez salas de cirurgia, incluindo salas inteligentes (com recursos multimídia e conexão com atividades científicas, por exemplo) e salas híbridas – destinadas à Hemodinâmica e com capacidade para abrigar procedimentos cirúrgicos.
Custos
A reestruturação dos serviços clínicos e a nova forma de cuidar de pessoas e gerenciar o cuidado foi tema central da apresentação do diretor médico e de qualidade, o cardiologista Eduardo Darzé. Ele afirmou que o valor da assistência tem que estar relacionado à qualidade, à experiência e ao custo. “O desafio é gerir os processos assistenciais de forma integrada, agregando valor ao cuidado, buscando qualidade e melhoria contínua”, defende.
Darzé citou a professora titular da Universidade do Texas, em Austin, Elizabeth Teisberg, líder no movimento de estratégia de cuidados de saúde baseada em valores, para reforçar que é preciso rever o atual modelo de gestão do sistema de saúde suplementar no mundo.
O aumento dos gastos com saúde no mundo há mais de duas décadas também foi abordado pelo gestor, que falou sobre os custos dos serviços desnecessários nos Estados Unidos, que chegam a U$750 bilhões por ano, cerca de 30% das despesas de saúde.
Segundo Darzé, está com os dias contatados a lógica na qual os prestadores recebem mais por fazerem mais, mas não por fazerem necessariamente o melhor. “O sucesso financeiro de uma instituição tem que vir como consequência da entrega de um serviço de alto valor”, destaca.
No encerramento do encontro, o diretor presidente do HCP, Francisco Peltier, destacou a importância de ações integradas que gerem benefícios sólidos para as atuais e as gerações futuras. Usando como analogia o conto das tâmaras, ele conclamou a todos que façam “o melhor em cada uma de suas áreas, garantindo a qualidade agora e nas próximas colheitas”.
Para ilustrar, ele lembrou o conto popular que diz: Conta-se que um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto quando um jovem o abordou: “Mas por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?”. O senhor calmamente respondeu: “Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras”. Ou seja, não importa se você vai colher, o que importa é o que você vai deixar. “Precisamos cuidar do nosso legado”, encerrou dr. Peltier.

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