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Publicado em: 13 de julho de 2018

Cárdio Pulmonar é finalista do Prêmio Latino Americano de Higienização das Mãos

O Hospital Cárdio Pulmonar (HCP) é um dos cinco finalistas do Prêmio Latino Americano de Excelência e Inovação na Higienização das Mãos, edição 2017-2018. A instituição baiana é uma das três brasileiras que participam da disputa, uma iniciativa do Centro de Colaboração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Segurança do Paciente e dos Hospitais Universitários de Genebra, na Suíça, em conjunto com as sociedades europeias de controle de infecção. Nesta sexta-feira (13), o hospital recebeu a visita de uma equipe de auditoria, cumprindo mais uma etapa da avaliação.

O prêmio visa reconhecer as instituições que demostraram excelência e inovação no programa de higienização das mãos que, apesar de ser o método de grande impacto na prevenção da infecção relacionada à assistência à saúde, tem uma taxa de adesão de cerca de 40% em todo o mundo.

“No Hospital Cárdio Pulmonar, essa adesão é de 81%. Quando começamos este programa nossa taxa era 40%, com a evolução e amadurecimento do programa passamos gradativamente aumentar nossa taxa de adesão de higiene de mãos e colocamos como meta para 2018 a adesão de 85%, pois vimos que o comprometimento da equipe nos permite chegar a esse índice”, disse a enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Olívia Palmeira.

Resultados

O HCP alcançou uma incidência de infecção hospitalar de apenas 1,1%. Houve ainda uma redução expressiva da incidência de infecção de corrente sanguínea associada a cateter venoso central nos últimos cinco anos. Em 2017, a incidência foi de 0,9 episódios por mil pacientes-dia, taxa igual a divulgada pelo sistema de vigilância norte americano, o  National Healthcare Safety Network  (NHSN), e menor do que a média em instituições brasileiras, como a Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANHP).

De acordo com Olívia, o hospital adotou um programa inovador de habilitação da equipe de assistência através do qual os integrantes passam por treinamento e avaliações teóricas e práticas. “Se o profissional tiver um aproveitamento acima de 70%, ele está habilitado e recebe uma credencial. Caso contrário, passará por novos treinamentos até atingir esse patamar”, explica a enfermeira.

O Cárdio Pulmonar conta com 23 integrantes no Time de Higiene de Mãos. Em conjunto com equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, eles são os responsáveis por observar a adesão aos cinco momentos da higienização das mãos, avaliados por meio de um formulário da OMS adaptado pelo hospital. “A taxa de adesão é obtida com base na execução ou não dos passos desse formulário”, observa.

Outra estratégia considerada inovadora é o feedback individualizado, pois além da área receber a taxa de adesão de higiene de mãos, o profissional também recebe trimestralmente um feedback com sua performance individual. Os profissionais que atingem a meta de 85% são identificados com bottom verde e os que atingem 100% de adesão de higiene de mãos, são identificados com bottom dourado.

 

“A comunicação também foi uma importante aliada nessa campanha educativa e de conscientização. Antes dessa parceria, nós falávamos sobre a higienização das mãos, mas em uma linguagem que não era a nossa. Hoje, com uma ação voltada para a nossa realidade passamos a perceber que a equipe se tornou protagonista do processo e nós damos o suporte”, destacou Olívia.

 

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Paródia e vídeo

O Prêmio Latino Americano de Excelência e Inovação na Higienização das Mãos incluiu outras etapas que foram cumpridas pelo Hospital Cárdio Pulmonar com total engajamento dos integrantes, como destaca a enfermeira Olívia Palmeira.

“Há cerca de um ano, foi feita uma paródia e um vídeo, numa linguagem leve e divertida, mas com relevante conteúdo sobre a importância da higienização das mãos como forte aliada no combate às bactérias”, lembra Olívia Palmeira, fazendo questão de frisar a participação dos integrantes, tanto na execução do vídeo quanto na divulgação.

Esse vídeo, como completa a enfermeira, vem sendo utilizado como referência por outras instituições de saúde em treinamentos e capacitações de suas equipes. “Por ter uma linguagem lúdica, também recebemos o pedido de utilização por parte de escolas”, comemora Olívia.

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